Our Truth # 9 – Resenha: Fozzy – All That Remains

Fala pessoal, agora finalmente chegou a edição 9 do Our Truth! Mas espera aí, que título é esse? WHAT THE FUCK? Bem pessoal, antes de tudo, ao contrário do que disse o Facebook do Godoi, eu fiz aniversário dia 11 (parabéns pra mim xD)! Eu queria fazer um texto normal para essa edição, mas eu tive uma crise criativa. Como assim? Só pensar nos bookers da WWE que dá pra entender. Eu escrevi metade de pelo menos uns 5 textos, falei sobre essa saída do CM Punk, sobre o Vince, sobre o fim da X-Division, e por aí foi. Não sei se não ficou bom mesmo ou se fiquei exigente demais, mas nada me agradou. Fiquei pensando “o que posso fazer de diferente, de novo? Algo para compensar?” Então, lendo uma resenha do Chasing The Grail do Fozzy (banda do Chris Jericho) no Whiplash (principal site de Rock e Heavy Metal no Brasil) e ver uma resenha exagerada sobre o CD, me veio a ideia de fazer uma resenha sobre um dos CDs da banda. É algo totalmente diferente e ninguém nunca fez isso antes na nossa blogosfera. E ainda aproveito para mandar minha resenha para o Whiplash! Mesmo se você não for fã de rock, por favor mesmo assim tente conhecer o excelente trabalho de Chris Jericho, não custa nada conhecer boa música! O máximo que você pode fazer é deixar de lado depois. Se tiver tempo, vamos lá! No fim do post na lista de músicas, cliquem no título das músicas (abram em outra aba, podem acompanhar a resenha ouvindo as músicas) que abrirá o link da mesma no Youtube. Por favor, depois respondam a enquete no fim da postagem! Bem, o CD escolhido foi o All That Remains de 2005. Para ler, vocês já sabem aonde clicar.

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Nota: 8

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O Fozzy é uma banda muito talentosa e demonstrou isso com esse CD. A “cozinha” aqui é boa, o baixista Sean Delson não se destaca mas cumpre bem seu papel. Já o baterista Frank Fontsere se mostrou excelente. Os guitarristas são ótimos, principalmente Rich Ward, que fez excelentes melodias para o CD. Mas o destaques aqui sem dúvidas é Chris Jericho. O cara luta, dança, canta, é um verdadeiro entretenimento! E cantando é muito bem, tem uma ótima interpretação de cada música e uma voz única, além de escrever boas letras (ele escreveu a letra de todas as músicas do CD).

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O CD Começa com uma baita de um porrada: “Nameless Faceless”, a segunda mais pesada do disco. A música começa com algumas leves batidas e alguns acordes, até explodir a bateria de Frank Fontsere e junto com uma bela levada de Rich Ward e Mike Martin nas guitarras. Sem dúvida um início dificil fazer qualquer fã de Heavy Metal não “banguear”. Após alguns poucos segundos, entra Chris Jericho nos vocais e a música deixa de ser tão pesada, mas não se engane, ela continua pesada, e volta a ficar tão pesada quanto o início em vários momentos, principalmente nos solos insanos onde a dupla de guitarristas simplesmente detona. Nessa música temos a participação especial do excelente Myles Kennedy (vocalista do Alter Bridge), pena que aqui ele apenas segue Jericho em alguns momentos, tendo sua voz escondida quase que totalmente. Parece apenas que é apenas a segunda voz gravada por Chris mesmo, tanto que se não prestar muita atenção, nem vão reparar na presença de Kennedy. Dentre os destaques, a força que Jericho traz em sua voz em alguns momentos da música, os riffs insanos e principalmente o baterista Frank que eleva o nível da música. Outra coisa importante a se destacar é a letra, que fala sobre a podridão humana, de maneira excelente. Excelente abertura para o CD.

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Em seguida, temos a música que mais chega perto do comercial, “Enemy”. Sabe aquele seu amigo do qual você gostava e confiava muito, e ele simplesmente muda? A música é sobre isso, perfeita para cantar pra qualquer caso de amizade decepcionante. A música é ótima, todos os instrumentos na medida certa. Aqui Jericho simplesmente detona, empolga e mostra sua ótima capacidade vocal. O clipe (o único que achei até hoje do Fozzy) é divertido e interessante, vale a pena ser conferido. A próxima é a minha favorita do CD, “Wanderlust”. Começa com um grito que lembra distantemente um gutural (bem distantemente…). Depois disso temos um excelente clima monótomo até Jericho voltar, e fazer um refrão excelente(I just can’t get away from yesterday/But I keep on living the wanderer’s way/And over and over I start anew/But I can’t escape the thoughts of you), além de ser totalmente pegajoso. Frank está novamente excelente aqui. O excelente guitarrista Zakk Wylde(Black Label Society, ex-Ozzy Osbourne) faz uma participação nessa música, fazendo um ótimo solo. A letra fala sobre a vida na estrada, que acabada deixando alguém importante para traz. Claramente é um citação a vida na estrada de Chris Jericho com a WWE.

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A quarta música é a que dá título ao álbum, “All That Remains”. Depois de uma música bem na levada Heavy Metal, e duas que levam para um lado mais comercial, “All That Remains” dá uma baita de uma quebrada no ritmo do disco. Provavelmente propositalmente, a voz de Jericho aqui soa abafada e escondida. A melodia dessa música é longa e lenta, passando certa tranquilidade, tirando o refrão e o solo. E o solo com certeza é o destaque nessa música tão “morna”. Se “Wanderlust” fala de alguém que ficou para trás, “All That Remains” é sobre tudo o que ficou pra trás com a vida na estrada, e as suas consequências. O som aqui é a mais adequada para essa letra. A próxima é “The Test”. A letra fala sobre um momento de mudanças e sobre decisões importantes. No início estranhamente Jericho canta como se estivesse em alguma tentiva de fazer algumas rimas como algo parecido com um rapper. Aqui o peso do CD volta. Aqui os guitarristas mostram bom serviço, não com belos solos, e sim como uma excelente levada em toda a música, principalmente enquanto enquanto “This is only in a test” aparece. É muito dificil não se sentir um pouco robotizado e querer ficar cantando junto com essa parte.

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A próxima é “It´s A Lie”. Se na música anterior, haviam alguns toques de rap em partes do vocal de Jericho, aqui temos realmente um rapper (Bone Crusher) fazendo participação especial. O resultado pode até agradar alguns, mas o resultado não saiu dos melhores. Tinhamos no início um CD de Heavy Metal e no meio uma música que parece o Limp Bizkit mais pesado. Música dispensável. A próxima é “Daze Of The Weak”. A música faz retorno do peso no CD, mas não anima muito. O refrão e as guitarras aqui até que são atrativas, mas a música é muito irregular, muito atrativa em alguns momentos, fraca em outros. Mas Frank aqui faz a música soar bem melhor. “The Way I Am” é a próxima e conta com a participação do também excelente Mark Tremonti (guitarrista do Alter Bridge, ex-Creed). Aqui temos uma música bem mais monótoma que a anterior, mas superior. Aqui Rich, Martin e Frank nos mostram que também podem fazer ótimas músicas, sendo elas mais calmas. O grande ponto da música é o solo insano de Mark Tremonti (o melhor do CD).

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A próxima é “Lazarus”. A letra é provavelmente a mais triste do CD, fala sobre sofrimentos e Jericho faz uma incrível interpretação da letra. Mais um ponto positivo para ele. Seus primeiros acordes lembrar com um pouco dos tradicionais de Synyster Gates (Avenged Sevenfold), e eles se repetem em alguns momentos da música. Excelente música, novamente os intrumentais estão ótimos e nós trazem a música mais profunda do CD (talvez a melhor). A última é “Born Of Anger”, mais uma quebrada totalmente de ritmo no disco. Ela é muito pesada, com bateria insana enquanto Jericho simplesmente cospe toda a letra, até um momento que temos quase um gutural por Marty Friedman. Depois temos alguns acordes interessantes de guitarra de ótimo nível, com Jericho voltando a cantar normalmente, um solo excelente, até temos o peso de antes de volta. A música vai se acalmando aos poucos depois disso até acabar. Boa música, mas a parte mais pesada não convenceu muito.

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O CD tem ótimas músicas, que realmente mostram que a banda é muito boa. Mas alguns deslizes deixam o nível do CD menor. As primeiras 4 músicas dão um ótimo nível, mas depois delas algumas coisas atrapalham. It´s A Lie poderia ter sido retirada do CD, mesmo sendo o tipo de música que os fãs de Linkin Park e Limp Bizkit possam gostar. Além disso, alguns momentos de “The Test”, “The Daze Of The Weak” e “Born Of Anger” poderiam ter sido melhorados. Outra coisa é o como algumas músicas quebraram totalmente o ritmo do CD.  Mas tirando isso, temos um ótimo CD aqui, recomendado!

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All That Remains (clique no título para ouvir no Youtube)
Título Tempo
1. “Nameless Faceless” (com Myles Kennedy) 3:28
2. “Enemy” 4:28
3. “Wanderlust” (com Zakk Wylde) 4:28
4. “All That Remains” 4:33
5. “The Test” 3:06
6. “It’s a Lie” (com Bone Crusher) 4:26
7. “Daze of the Week” 4:18
8. “The Way I Am” (com Mark Tremonti) 4:10
9. “Lazarus” 4:01
10. “Born of Anger” (com Marty Friedman) 4:42
Tempo Total:
45:72

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Chris Jericho – Vocais

Rich Ward – Guitarra e Vocais (segunda voz)

Mike Martin – Guitarra

Frank Fontsere – Bateria

Sean Delson – Baixo

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Bem pessoal, por hoje é isso. Espero voltar logo com o Our Truth #10 e falar que essa crise criativa passou e trazer um baita texto para vocês. Mas enquanto isso não chega, por favor votem na enquete abaixo. Ah, e comentem o que acharam da resenha e principalmente sobre esse CD do Fozzy, espero que todos tenham tempo para conhecer a banda!

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Até a próxima!

Sobre Erik Edilson (Legend Killer)

Alto, bonito(haha), negão, forte, convencido(?), humilde(?), canceriano, são paulino, roqueiro eclético, Evanescenciano(WTF?)

Publicado em 13/07/2011, em Our Truth, Quadros, Textos e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. bom post cara,mas não entenda mal mas é melhor fazer posts relacionados apenas
    sobre wrestling

    ps:votei “sim”

  2. Sem falar que “Enemy” foi a theme do No Way Out 2005. Eu gosto de escutar Fozzy de vez em quando. Acho que Chris Jericho realmente tem uma voz boa pra cantar. Consegue até mesmo imitar bem a voz do Ozzy Osbourne.

  3. Gosto do Chris Jericho cantando também, um pena o Fozzy não fazer shows em estadios lotados, mas estão ai na Sonisphere se não me engano fazendo shows junto com a Big Four e Enemy é uma música muito boa, gosto pra caralho ‘-‘

    Ótima Critica xD
    Mas não acho que atrairá muito o publico do WI, infelizmente, porque vocês escreve muito bem, acho que você poderia fazer analises de PPVs antigos ou voltar a fazer textos normais de wrestling mesmo, isso atrai mais o publico, mas se vc for como eu, ligue o foda-se e continue postando textos assim de música, eu gostei pra caralho.. =D

  4. the charismatic apex predator

    And…. Let the madness begin

  5. Ricardo "Criador" Silveira

    Esse CD é legalzinho, mas acho muito “Judas Priest”… Eu gosto mais daquele que eles cantam os clássicos do rock. Enfim, é legalzinho, músicas pra botar um high light, jogo, mas nada muito sério, até porque essa é a proposta dos caras, parece.

  6. Esse All That Remains é bom

    Não curto muito Fozzy

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